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Maternidade Sem Filtros: 12 Filmes Essenciais que Desafiam a Visão Romantizada

Em celebração ao Dia das Mães de 2026, o Leia Tech destaca uma curadoria do Canaltech com 12 filmes que rompem com a idealização da maternidade. A seleção explora as complexidades e desafios da experiência materna, abordando temas como perda de identidade, culpa, luto e resiliência, oferecendo uma perspectiva honesta e multifacetada de ser mãe.

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Maternidade Sem Filtros: 12 Filmes Essenciais que Desafiam a Visão Romantizada
Foto: Divulgação / Leia Tech

SÃO PAULO, SP - O Dia das Mães, tradicionalmente uma data de celebração romantizada da maternidade, ganha um novo olhar em 2026. Em um movimento para retratar a experiência materna de forma mais autêntica e desafiadora, o Canaltech reuniu uma lista de 12 filmes que exploram as diversas facetas e desafios de ser mãe, longe dos clichês utópicos.

A maternidade é uma experiência complexa e única, variando conforme a vivência de cada mulher. Enquanto o cinema frequentemente oferece uma visão romantizada, há produções que ressaltam um lado mais verdadeiro, abordando aspectos como solidão, ambiguidade, culpa e até mesmo a sobrevivência. Esses filmes, selecionados pelo Canaltech, prometem uma perspectiva honesta, tratando a maternidade como uma experiência transformadora e sem rodeios.

A lista inclui narrativas de mães solteiras, sobrecarregadas, em crise, julgadas socialmente e em situações complicadas que desafiam a ideia de uma maternidade perfeita. As produções estão divididas em blocos temáticos, e reunimos informações sobre a disponibilidade dos títulos nos serviços de streaming no Brasil.

Filmes sobre Perda de Identidade, Sobrecarga e Pressão Social

Esta seção aborda produções cinematográficas que mergulham nas profundezas da exaustão e das exigências que podem levar à perda da identidade feminina, além do peso exaustivo da rotina e das pressões sociais que recaem sobre as mães.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria: Dirigido por Mary Bronstein, este lançamento relativamente recente retrata a exaustão de uma mãe que, com a vida desmoronando, tenta lidar com a misteriosa doença do filho e a ausência do marido. A trama acompanha a protagonista em uma jornada de autocobrança exaustiva que a faz desaparecer dentro da função materna. Com Rose Byrne, o longa trata a maternidade como algo real e mentalmente complexo. Onde assistir: Telecine.

Benzinho: Filme brasileiro que aborda as complexidades da maternidade e a cobrança injusta para que mães deem conta de tudo. Acompanhamos Irene (Karine Teles), uma mãe de família que lida com a partida precoce do filho para a Alemanha, enquanto se desdobra para dar atenção aos outros filhos e lidar com as instabilidades do marido.

Tully: Estrelado por Charlize Theron, o filme narra a história de Marlo, mãe de três filhos que precisa cuidar de um recém-nascido. Completamente atarefada e exausta, ela é surpreendida pela chegada de uma babá que cuida das crianças à noite, formando um laço emocional com ela. A obra mostra a maternidade sem filtros romantizados, refletindo sobre pressões financeiras, saúde mental e a luta interna para manter a própria identidade. A trama também evidencia a importância da rede de apoio para a resiliência. Onde assistir: Diamond Films+ (canal no Prime Video).

Canina: Com Amy Adams no elenco, o filme aposta no terror para contar a história de uma mulher que se sente sufocada em casa com a rotina de cuidar do filho pequeno. Ela começa a se entregar a um poder selvagem enraizado na maternidade, acreditando que pode estar se tornando um cachorro. A premissa absurda usa a fantasia para mostrar como os sacrifícios sociais e profissionais da maternidade recaem em dobro sobre a mulher, que tenta recuperar a própria identidade em meio às cobranças da rotina.

Explorando a Ambiguidade, Culpa e Arrependimento Materno

Para quem busca refletir sobre a ambiguidade do papel materno, bem como questões voltadas para a culpa e o arrependimento, esta seção apresenta filmes sobre a maternidade complexa.

A Filha Perdida: Inspirado na obra de Elena Ferrante, o filme segue Leda (Olivia Colman), que durante férias em uma cidade costeira, fica obcecada por uma jovem mãe que a obriga a confrontar segredos obscuros do passado. A maternidade aparece rodeada de culpa, arrependimento e sentimentos contraditórios que são socialmente julgados.

Precisamos Falar Sobre o Kevin: Com uma das performances mais poderosas de Tilda Swinton, o filme, dirigido por Lynne Ramsay e baseado no livro de Lionel Shriver, aborda a maternidade de maneira provocativa. Eva (Swinton) nunca quis ser mãe, o que transformou sua relação com o perturbado filho Kevin em algo extremamente complicado. Após o adolescente ser preso por uma tragédia, Eva tenta lidar com a sensação de responsabilidade pelo ocorrido. Onde assistir: Mubi e Prime Video.

Morra, Amor: Outro filme dirigido por Lynne Ramsay que trata das ambivalências por trás da maternidade, explorando questões psicológicas, solidão no casamento e o desejo por algo maior. Estrelado por Jennifer Lawrence e Robert Pattinson, o longa segue uma mãe de primeira viagem que vive em uma casa isolada no interior dos EUA. À medida que seu marido se torna ausente, ela se sente sufocada pelas exigências do filho, embarcando em uma luta pela própria sanidade em meio às frustrações.

Narrativas de Sobrevivência, Luto e Trauma na Maternidade

Falar de maternidade também é falar de sobrevivência, luto e trauma, elementos que, embora não façam parte da vivência de todas as mães, impactam boa parte delas de maneira quase silenciosa. Confira a seguir filmes que tratam desses assuntos.

Ainda Estou Aqui: Responsável pela vitória histórica do Brasil no Oscar 2025, o filme também mostra a força e a resiliência que vêm com a maternidade, principalmente diante de acontecimentos devastadores. Situado na década de 1970, durante a ditadura militar no Brasil, o longa de Walter Salles acompanha a história de Eunice (Fernanda Torres), uma mãe de família que se vê obrigada a cuidar dos filhos sozinha quando o marido desaparece após ser levado por militares. Determinada a encontrar o paradeiro dele, ela tenta descobrir a verdade sobre seu destino por décadas, enquanto tenta dar um futuro digno aos filhos. Onde assistir: Globoplay.

Pieces of a Woman: O filme mostra como uma perda irreparável pode virar a vida de uma mãe de cabeça para baixo. Estrelado por Vanessa Kirby, o longa explora as nuances do luto, assim como os impactos do trauma geracional. Na trama, Martha (Kirby) está prestes a dar à luz ao seu bebê em casa, mas aquilo que deveria ser um dos momentos mais felizes de sua vida se transforma em grande tragédia. Ela embarca, então, em uma jornada para lidar com o luto, que fragmenta profundamente suas relações com a família. Onde assistir: Netflix.

O Babadook: Também falando sobre os impactos psicológicos em relação a uma perda trágica, o filme O Babadook usa o terror para explorar temas complexos da vivência materna. Dirigido por Jennifer Kent, o longa acompanha Amelia (Essie Davis), uma mãe solteira atormentada pela morte do marido. Quando um livro misterioso surge na casa e passa a perturbar o filho, que acr

Escrito por Redação Leia Tech