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Megaoperação global desmantela botnets que atingiram milhões de dispositivos

Uma ação conjunta do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA, com colaboração internacional, desativou quatro grandes botnets — Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad — responsáveis por ataques DDoS sofisticados que afetaram mais de 3 milhões de dispositivos domésticos e operavam sob um modelo de 'crime como serviço'.

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Megaoperação global desmantela botnets que atingiram milhões de dispositivos
Foto: Divulgação / Leia Tech

VALE DO SILÍCIO, EUA - Uma ação conjunta do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos desativou com sucesso quatro botnets de grande escala que impactaram mais de 3 milhões de dispositivos domésticos por meio de ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS).

A operação mirou especificamente as redes maliciosas conhecidas como Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad. Essas botnets eram responsáveis por campanhas de ataque sofisticadas que se espalhavam globalmente.

Coordenação Internacional e Tática de Desativação.

Para interromper as operações criminosas, as autoridades realizaram a apreensão de domínios de internet e servidores-chave, cortando assim a comunicação essencial entre os hackers e os dispositivos que haviam sido infectados. A ação contou com uma importante colaboração internacional, recebendo apoio das polícias do Canadá e da Alemanha, além de grandes empresas de tecnologia (big techs) que auxiliaram no rastreamento e na identificação das botnets.

Escala dos Ataques e Modelo de Negócio Criminiso.

Especialistas em segurança cibernética da Akamai indicaram que as quatro botnets desativadas foram responsáveis por alguns dos maiores e mais intensos ataques DDoS já registrados. A velocidade das operações maliciosas era alarmante, com os hackers conseguindo transferir até 30 terabits de dados por segundo, uma capacidade que poderia paralisar a infraestrutura principal de internet afetada.

Foi também descoberto que essas botnets operavam sob um modelo de "crime como serviço" (CaaS). Através desse esquema, elas comercializavam ferramentas ilegais para outros cibercriminosos, o que amplificava a proporção e o alcance dos ataques. Foi esse modelo de negócio ilícito que possibilitou a infecção de mais de 3 milhões de redes domésticas em um curto período, gerando prejuízos significativos, principalmente financeiros, devido aos custos de reparação dos danos.

Escrito por Redação Leia Tech