Meta Ray-Ban Display: O Sucessor que o Google Glass Não Conseguiu Ser?
O Meta Ray-Ban Display, lançado em 2025, é avaliado como o potencial sucessor dos falhos Google Glass. Com aprimoramentos significativos em design, privacidade e novas funcionalidades como a tela integrada e o controle Neural Band, os óculos da Meta prometem revolucionar o mercado de vestíveis, apesar de desafios como a bateria e a falta de suporte em português.

Há mais de uma década, em 2013, o Google Glass foi apresentado ao mundo como um audacioso projeto de óculos inteligentes que, infelizmente, não prosperou. Problemas de estética e privacidade foram barreiras significativas. Em 2025, o Meta Ray-Ban Display chegou, aparentemente, para corrigir esses problemas. Nossa equipe do Leia Tech conseguiu uma unidade dos óculos para testes, em parceria com a USCloser, avaliando o wearable por semanas.
Design Aprimorado e Personalização
Um dos maiores obstáculos do Google Glass era seu design, que não se assemelhava a óculos comuns e impedia o uso diário em qualquer lugar, apesar de permitir filmagens em 720p e exibir informações em uma mini tela exclusiva para o usuário. O Meta Ray-Ban Display aborda essa questão, embora não com perfeição total — ainda é relativamente pesado e possui aros avantajados. No entanto, ele já pode ser utilizado em público sem que o usuário pareça ter saído de um filme de ficção científica, sendo consideravelmente mais “usável” que seu antecessor. As lentes também são personalizáveis, com opções escuras ou com grau, que devem ser encomendadas diretamente com a Meta devido à tela integrada.
Privacidade e Interatividade Elevadas
A privacidade foi outro ponto crítico para o Google Glass, que não alertava quando estava filmando, gerando preocupações de segurança para terceiros. O Meta Ray-Ban Display corrige isso com um LED lateral que pisca durante fotos ou gravações de vídeo. Para o usuário, a privacidade se traduz na capacidade de visualizar mensagens do WhatsApp, notificações do celular e navegar pelo Instagram diretamente na tela dos óculos, com visibilidade restrita apenas a quem o usa. O controle e a navegação nessa tela são feitos através da Neural Band, uma pulseira que reconhece gestos dos dedos e da mão com precisão.
A tela do Ray-Ban Display expande funcionalidades já presentes em outros óculos Meta com câmeras, permitindo a troca de mensagens no WhatsApp ou Messenger e a visualização do feed de Reels do Instagram com máxima privacidade visual. No entanto, o áudio pode vazar. Para os mensageiros, a entrada de texto é feita por áudios ou ditado, com o Meta AI transcrevendo com pontuação, mas atualmente funcionando apenas em inglês, já que o dispositivo não foi lançado no Brasil.
Prós: Funcionalidades e Atualizações Constantes
Uma atualização recente adicionou a função de Teleprompter, um recurso valioso para jornalistas e criadores de conteúdo. O controle pela Neural Band é um ponto forte, sendo preciso e discreto, permitindo comandos com gestos mínimos, como pinçar e deslizar os dedos, mesmo ao dirigir. Essa funcionalidade foi útil para ouvir e responder áudios do WhatsApp rapidamente, sem distrações no trânsito. O Meta Display também se beneficia de atualizações frequentes, que já introduziram mini-jogos e a função de teleprompter, indicando um potencial contínuo para novas funcionalidades.
Contras: Limitações e Aspectos Visuais
A ausência de suporte em português é o principal ponto negativo, embora possa ser corrigido por futuras atualizações, sem promessas da Meta. Essa falta de suporte oficial no Brasil também limita o aplicativo de Mapa dos óculos, que, embora reconheça locais no país, não oferece rotas como o Google Maps ou Waze – uma funcionalidade já disponível nos Estados Unidos e com grande potencial se liberada globalmente. Visualmente, o Meta Display é considerado grande e pode não se adequar a todos os rostos, um ponto de crítica para muitos. A bateria também é uma preocupação; com uso moderado, dura cerca de 6 horas para os óculos e até 18 horas para a pulseira, o que pode ser insuficiente para uso intenso durante todo o dia.
Veredito: Um Futuro Promissor para a Meta
Ao contrário do Google Glass, o Meta Ray-Ban Display possui grandes chances de sucesso. Os pontos negativos são superáveis quando comparados aos recursos oferecidos e ao potencial de melhorias contínuas. Os óculos apresentam mais funções úteis do que aparentam, e a integração com o Meta AI aprimora significativamente a experiência do usuário. Para quem se interessa por dispositivos vestíveis da Meta, outros produtos como o Oakley Meta também oferecem funcionalidades interessantes.