Inovação

Samsung dobra receita com semicondutores e projeta crise de hardware até 2028

A Samsung reportou um lucro operacional de US$ 61,9 bilhões e receita de 171,5 trilhões de won no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela divisão de semicondutores. Apesar do sucesso financeiro, a gigante sul-coreana alerta que a escassez de hardware, especialmente de memórias RAM e SSDs, deve permanecer crítica até 2028.

Compartilhe
Ouvir ResumoNarrado por IA
Samsung dobra receita com semicondutores e projeta crise de hardware até 2028
Foto: Divulgação / Leia Tech
SEUL, COREIA DO SUL -

A Samsung, gigante sul-coreana de tecnologia, anunciou resultados financeiros robustos para o segundo trimestre de 2026, com sua receita mais do que dobrando no comparativo anual. Contudo, a empresa fez um alerta importante: a atual crise de hardware, que tem causado escassez de memória, deve se estender e permanecer crítica até 2028.

Desempenho Financeiro Excepcional no Segundo Trimestre

Entre abril e junho deste ano, a Samsung registrou um lucro operacional impressionante de 89,4 trilhões de won, o equivalente a aproximadamente 61,9 bilhões de dólares. Este valor está alinhado com as estimativas prévias da empresa e representa um crescimento significativo em comparação aos 4,68 trilhões de won estimados no mesmo período do ano passado. A receita total da fabricante também apresentou um crescimento expressivo, alcançando 171,5 trilhões de won, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

Semicondutores Lideram o Crescimento

O forte desempenho financeiro da Samsung foi amplamente alavancado pela sua divisão de semicondutores. A crescente demanda impulsionada pela expansão de infraestruturas de inteligência artificial e data centers elevou as vendas e os preços das memórias de alta performance. Dessa forma, a divisão de chips consolidou-se como a principal responsável pelo crescimento financeiro da companhia no trimestre.

Desafios na Área de Dispositivos Móveis e o Cenário da Crise de Hardware

Em contraste com o sucesso dos semicondutores, a área de dispositivos móveis da Samsung enfrentou pressões financeiras. O aumento nos custos dos próprios componentes eletrônicos encareceu a produção de smartphones, o que resultou na redução das margens de lucro desse segmento. No entanto, os ganhos expressivos obtidos com a venda de semicondutores foram mais do que suficientes para cobrir as perdas do setor de celulares.

A Samsung, que é tanto fabricante quanto fornecedora de memórias para seus próprios produtos, tem uma visão privilegiada do mercado. A empresa sente diretamente o impacto do encarecimento de componentes como RAM e SSDs, que, segundo a própria gigante, ficaram "extremamente caros", superando em alguns casos 200% de aumento. Enquanto alguns especialistas projetam que a crise pode se estender além de 2030, a Samsung prevê que a situação se manterá crítica até, pelo menos, 2028.

Escrito por Redação Leia Tech