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Samsung e LG BARRAM Aplicativos de Smart TVs USADOS em Rede Criminosa de Proxy

Samsung e LG anunciaram medidas para banir aplicativos de suas Smart TVs que estavam sendo usados indevidamente para transformar os aparelhos em pontos de uma rede de proxy residencial, prática associada a crimes cibernéticos. A decisão veio após pesquisas identificarem códigos maliciosos em apps populares, ativados mediante consentimento disfarçado, redirecionando o tráfego de internet dos usuários para terceiros. As empresas estão removendo e impedindo novos registros desses softwares para proteger a privacidade e segurança dos consumidores.

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Samsung e LG BARRAM Aplicativos de Smart TVs USADOS em Rede Criminosa de Proxy
Foto: Divulgação / Leia Tech
VALE DO SILÍCIO, EUA -

A Samsung iniciou o banimento de aplicativos de suas Smart TVs que compartilhavam a conexão de internet dos usuários com desconhecidos, em uma medida anunciada após a publicação do TechCrunch.

Ameaça Cibernética e a Descoberta do Problema

A decisão da gigante sul-coreana surge depois de uma pesquisa da empresa de segurança Mnemonic identificar que apps populares da fabricante continham código capaz de transformar os aparelhos em pontos de uma rede de proxy residencial. Essa prática é cada vez mais associada a crimes cibernéticos.

Um proxy residencial atua como um intermediário, redirecionando o tráfego de internet de terceiros através da conexão doméstica de um usuário comum. Embora a técnica possua usos legítimos, como contornar bloqueios geográficos em serviços de streaming, ela vem sendo crescentemente utilizada para mascarar ataques cibernéticos, pois o tráfego malicioso passa a parecer originado de uma casa comum, e não de um invasor.

Entre os aplicativos problemáticos identificados estava um jogo de Pac-Man, que a própria Samsung chegava a recomendar na seção "Escolha do Editor" da loja de aplicativos de suas Smart TVs. Segundo a pesquisa, muitos desses apps são básicos, com poucas linhas de código, criados apenas para carregar conteúdo hospedado em outro servidor. Essa estrutura dificulta a detecção durante a revisão da loja de aplicativos, já que o processo de avaliação enxerga apenas o código local, e não o conteúdo remoto carregado posteriormente. "O que foi revisado não é necessariamente o que está rodando", afirmou Harrison Sand, consultor de segurança ofensiva da Mnemonic, à TechCrunch.

Sand encontrou no jogo um código da Bright Data, empresa israelense que vende acesso a redes de proxy residencial e também comercializa conjuntos de dados obtidos a partir da coleta em massa feita por essas redes. De acordo com o pesquisador, o código permanece inativo até o usuário aceitar uma tela de consentimento, geralmente disfarçada como permissão para uso de dados do aparelho, e passa a funcionar em segundo plano até a exclusão do app, mesmo com o aplicativo fechado.

Respostas das Fabricantes e Impacto no Mercado

Em nota enviada à TechCrunch, a Samsung afirmou que já restringiu o registro de novos aplicativos com esse tipo de funcionalidade e está identificando os apps existentes na loja que utilizam o recurso para removê-los.

A Samsung não é a única fabricante afetada. O mesmo tipo de código foi encontrado também em aplicativos para Smart TVs da LG, conforme apuração da coluna KrebsOnSecurity, baseada em levantamento da empresa de segurança Spur. O estudo analisou 6.038 aplicativos disponíveis nas plataformas webOS, da LG, e Tizen, da Samsung. Do total, 2.058 apps vendiam o endereço de IP dos usuários, com códigos de proxy residencial escondidos em utilitários, jogos e protetores de tela.

A proporção de apps com códigos maliciosos chegou a 42,5% dos aplicativos analisados no catálogo da LG e a 26,5% no da Samsung.

Diante dos resultados, a LG anunciou que passará a suspender aplicativos que não removerem a funcionalidade de proxy residencial. Segundo o vice-presidente sênior da companhia, John Taylor, o uso desse tipo de rede "não é um propósito pretendido" para as Smart TVs da marca, e a revisão dos aplicativos já está em andamento.

Com a mudança de política, aplicativos que mantiverem código de proxy residencial devem ser removidos das lojas da Samsung e da LG, o que deve tirá-los automaticamente dos aparelhos dos usuários ou impedir novas instalações.

Recomendações aos Usuários para a Segurança de suas Smart TVs

Segundo a Mnemonic, quem já baixou um app suspeito pode verificar as configurações de diagnóstico e uso de dados da TV em busca de atividade incomum de rede e desativar opções de compartilhamento de dados nos ajustes do aparelho. A Spur recomenda ainda que usuários revisem os aplicativos instalados e removam aqueles sem uso real, como jogos simples ou protetores de tela baixados de forma espontânea, já que esse tipo de app costuma concentrar o problema.

Escrito por Redação Leia Tech