União Europeia Determina Abertura de Serviços de IA do Android e Busca do Google para Concorrentes
A União Europeia determinou que o Google deve abrir seus serviços digitais do sistema Android e de busca para outros concorrentes no mercado de Inteligência Artificial. A decisão, parte da Lei dos Mercados Digitais da UE, exige a liberação de recursos como ativação de voz, automação de tarefas e o compartilhamento de dados anônimos, gerando preocupações de privacidade por parte do Google.
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BRUXELAS, BÉLGICA - A União Europeia determinou que o Google deve abrir seus serviços digitais do sistema Android e da busca para outros concorrentes no mercado de Inteligência Artificial. A medida foi anunciada na última quarta-feira, 15 de julho de 2026, e é aplicável ao bloco de países europeus.
Novas Regras e a Lei dos Mercados Digitais
As novas regras integram um conjunto de decisões com o objetivo de adequar a Gigante das Buscas à Lei dos Mercados Digitais da UE. Esta legislação regulamenta a atividade das principais Big Techs na região, visando promover a concorrência e a inovação.
Abertura para Concorrência em IA no Android
Um dos pontos cruciais envolve a liberação de serviços de ativação de voz para os concorrentes, permitindo que empresas como a OpenAI possam integrar alternativas ao "OK, Google" nos dispositivos móveis. As regras exigem a abertura de um total de 11 recursos do sistema Android para que outras empresas possam competir diretamente com o Gemini.
Além da ativação por voz, o Google também será obrigado a fornecer acesso à sua tecnologia para automatizar tarefas, como o pedido de um táxi ou um serviço de delivery por meio de IA. Este é um dos principais destaques da Inteligência Gemini, que foi anunciada para Android no primeiro semestre deste ano.
Por fim, a Big Tech terá que compartilhar dados anônimos, utilizados para aprimorar seus serviços de busca, com os concorrentes no segmento de Inteligência Artificial.
Restrições Geográficas e Preocupações do Google
É importante ressaltar que as medidas valem apenas para a atuação do Google na União Europeia e deverão ser aplicadas a partir do próximo ano, com as atualizações no sistema Android.
Em nota oficial, Kent Walker, Presidente de Assuntos Globais do Google, manifestou sua insatisfação com a decisão. Walker afirmou que as regras trazem um risco de "comprometer salvaguardas vitais de privacidade e segurança para milhões de europeus". O porta-voz também expressou preocupação em "expor as pesquisas privadas das pessoas a empresas desconhecidas", levantando questões sobre a proteção de dados dos usuários.
Para quem busca alternativas, o texto-fonte sugere algumas opções ao Modo IA do Google para buscas diárias, embora não as detalhe aqui.