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Ataque a Usina Nuclear de Barakah Ameaça Cessar-Fogo EUA-Irã

Um ataque de drone atingiu a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, sem causar feridos ou vazamento radioativo. O incidente, contudo, eleva a tensão no Oriente Médio e fragiliza o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, levando o primeiro-ministro de Israel a buscar diálogo com o Presidente Donald Trump.

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Ataque a Usina Nuclear de Barakah Ameaça Cessar-Fogo EUA-Irã
Foto: Reprodução / Leia Brasil

BARAKAH, EAU - Um ataque com drone atingiu a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, neste domingo (17.mai.2026). O incidente provocou um incêndio no perímetro da instalação, mas não há registro de feridos nem de vazamento radioativo. O caso ocorre em um momento de fragilidade do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.

Até o momento, nenhuma organização reivindicou a autoria da ação. O governo dos Emirados Árabes Unidos não acusou Teerã diretamente, mas relata episódios frequentes de ataques com drones e mísseis em meio às tensões no estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de energia sob influência iraniana.

O Contexto da Tensão Regional no Oriente Médio

A usina de Barakah, avaliada em US$ 20 bilhões, foi construída em parceria com a Coreia do Sul e começou a operar em 2020. É a única central nuclear do mundo árabe e responde por cerca de 25% da demanda de energia elétrica da federação, composta por 7 emirados. Esta foi a primeira vez que a instalação, localizada a 225 km de Abu Dhabi, foi alvo de uma ofensiva militar. Diferentemente do programa nuclear iraniano, os Emirados Árabes Unidos mantêm um acordo com os Estados Unidos que proíbe o enriquecimento doméstico de urânio.

Detalhes do Incidente e Reações Oficiais

O órgão regulador nuclear dos Emirados Árabes Unidos declarou que o fogo não comprometeu a segurança da instalação e que as unidades operam normalmente. Já a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o ataque atingiu um gerador elétrico, acionando sistemas de emergência movidos a diesel. O diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi, disse estar preocupado e classificou como inaceitáveis as atividades militares que ameacem a segurança nuclear.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU declarou que o ataque constitui “uma violação flagrante do direito internacional, da Carta das Nações Unidas, dos princípios de boa vizinhança e da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU”. Diante do aumento das hostilidades, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que pretende discutir o cenário regional com Donald Trump, o atual Presidente dos Estados Unidos. Netanyahu afirmou a integrantes de seu gabinete que o país está preparado para qualquer cenário.

Escrito por Redação Leia Brasil