China surpreende: Astronauta de Hong Kong e missão inédita de 1 ano no espaço!
A China lança a missão Shenzhou-23 neste domingo (24.mai), que levará a primeira astronauta de Hong Kong ao espaço e dará início a um experimento sem precedentes para manter um tripulante em órbita por um ano consecutivo. A iniciativa reforça a corrida espacial chinesa, que busca acelerar o desenvolvimento de constelações de satélites e superar o ritmo dos EUA.

PEQUIM, CHINA - A China anunciou neste sábado (23.mai.2026) a missão espacial Shenzhou-23, que fará história ao enviar pela primeira vez uma astronauta de Hong Kong ao espaço. O lançamento do foguete está agendado para domingo (24.mai), às 12h08, horário de Brasília.
A apresentação da missão também confirmou o início de um experimento inédito, visando manter um dos tripulantes em órbita por um ano consecutivo, conforme informações da agência EFE, da Espanha.
A Shenzhou-23 é a 7ª missão tripulada chinesa e será comandada por Zhu Yangzhu, que já participou da missão Shenzhou-16. Ele será acompanhado pelos astronautas Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, ambos em seu primeiro voo espacial. O grupo realizará o revezamento com a equipe da Shenzhou-21, que está em órbita há 203 dias.
Detalhes e Inovações da Shenzhou-23
Durante sua permanência no espaço, os novos astronautas conduzirão mais de 100 projetos científicos. As pesquisas incluem estudos com embriões de peixe-zebra e camundongos, além de experimentos com física de fluidos e novas tecnologias de energia. Um objetivo crucial da missão é estudar a adaptação humana a voos de longa duração, essencial para futuras explorações espaciais.
Corrida Espacial: China versus Estados Unidos
A corrida espacial, especialmente focada no desenvolvimento de constelações de satélites em órbita terrestre baixa, é intensa entre China e Estados Unidos. Embora os EUA mantenham uma vantagem no volume de lançamentos, a China tem acelerado significativamente o ritmo, buscando encurtar prazos de décadas para anos. Em 2025, o país realizou 93 lançamentos e projeta superar 100 operações em 2026.
Atualmente, a SpaceX lidera o setor com 9.400 equipamentos em órbita, enquanto a China possui aproximadamente 300. Para expandir sua posição estratégica, Pequim solicitou o registro de mais de 200.000 satélites junto à ITU (União Internacional de Telecomunicações), buscando assegurar recursos orbitais e frequências de rádio diante do crescente número de equipamentos em órbita da Terra.