Ministro da Saúde acusa Flávio Bolsonaro de 'comandar' hospitais e entregar unidade à milícia no RJ
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez graves acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em evento no Rio, afirmando que ele “comandava” hospitais federais no estado durante o governo anterior e até mesmo “entregou” uma unidade à milícia. As declarações, feitas sem apresentação de provas, também criticaram o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez graves acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste sábado (22.mai.2026), durante a inauguração da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Sem apresentar provas, Padilha afirmou que Flávio Bolsonaro “comandava” os hospitais e institutos de saúde federais do Estado do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro alegou que o senador era o “poderoso chefão” das unidades de saúde fluminenses, decidindo indicações de cargos, diretores e contratos. Além disso, Padilha declarou que o pré-candidato à Presidência “entregou” o Hospital Federal de Cardoso Fontes para a milícia.
Acusações sobre a gestão hospitalar e a pandemia
Alexandre Padilha detalhou que “esses grandes hospitais eram comandados. Tinham um verdadeiro poderoso chefão dos hospitais federais do Rio durante o governo anterior, que comandava tudo: quem era indicado, quem era o diretor, quem fechava o contrato”.
Referindo-se a Flávio Bolsonaro como “o bolsonarinho”, o ministro o acusou de ter fechado Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) durante a pandemia de Covid-19. “Imaginem a crueldade daquele que era o poderoso chefão dos hospitais do Rio de Janeiro fechar uma UTI que poderia estar salvando crianças e adultos durante a pandemia”, disse Padilha.
Críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Ainda em seu pronunciamento, o ministro da Saúde criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele “fazia chacota de quem sofria da covid-19”. Padilha fez referência a um vídeo em que Bolsonaro imita uma pessoa com falta de ar, enquanto criticava o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, por suas recomendações médicas.
O Poder360 procurou a assessoria do senador Flávio Bolsonaro para obter um posicionamento sobre as afirmações de Alexandre Padilha, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.